Não levaram fé em mim

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Miami, 28 de Fevereiro de 2015.

Deu errado!! “…tudo bem, não desanime”, confortei a mim mesmo.

Estive nos EUA pelos últimos 7 dias a trabalho, participando de uma conferência em Las Vegas. Aproveitei para marcar o retorno com uma curta escala de dois dias em Fort Lauderdale (Miami) para encontrar com brokers e ver barcos.

Ainda não estamos no momento exato da compra, pois ainda falta $$. O dinheiro do barco deve vir da venda de imóvel o que pode se concretizar em breve  (se Deus quiser). Tudo bem que o dólar, graças a nossa querida Dilma, já superou os 3 reais, o que muito encarece nossa compra (e se você votou nela, por favor… saia deste blog agora!!).

A ideia desta curta passagem por aqui era ver vários barcos potenciais para compra para começar a concretizar o que estamos realmente buscando.  Catamaran x monocasco….  43 pés, ….48 pés… sei la.

Muito se fala, muito se lê..  converso com muita gente experiente, mas só vamos cruzar a ponte mesmo entrando em cada um, olhando, sonhando, experimentando, comparando. E essa era a ideia para hoje e ontem.

Eu vinha conversando com dois caras por email ao longo dos últimos meses na tentativa de organizar a agenda para estes míseros dois dias que teria por aqui. O primeiro, um broker especializado na revenda de catamaran Leopard usados (ex charter boats) que encontrei pela web. Ele falou, falou.. e quando chegou no dia (ontem), simplesmente não tinha nada para me mostrar (será?!).

Cheguei a ir no escritório do cara (em uma marina com quinhentos barcos na porta), papo vem papo vai, aquele cheiro de “desconforto no ar”  e nada. Fui embora com a promessa de “Came back in few months” (como se eu morasse na esquina).

O segundo broker, indicado por um conhecido que mora em Miami, era quem eu tinha mais expectativa e ja vinha falando a mais tempo. Mas não é que o cara passou mal e cancelou (simulou contusão ?! Sei la) … será que a chuva afugentou ele ou será que ele tava mal mesmo?!.  …me restou um “sorry for that, e quando você vier de novo aqui eu te mostro tudo”.

Em ambos os contatos – na verdade – parecia que os caras não levavam fé em mim.

Pensei a respeito, não dá para culpa-los: se eu tivesse no lugar deles talvez não levasse fé mesmo, Afinal, “brasileiro, lá de perto da África com o leões e elefantes, com um inglês safado, sem saber direito que barco está procurando, com papo de que vai morar a bordo com a família…. nem fudendo!!”, é o que devem ter pensado.

Te confesso que tomei um broxa. Seja pelo provável preconceito, seja pela frustração de ter vindo até aqui e não ter visto nada.  E para afogar a mágoa vim para o Outback comer um bifão e tomar umas canecas de Foster… e no embalo olhar umas lojas para galerinha que ficou em casa.  Já me sinto bem melhor agora, inclusive.   :))

 

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